Cascata das Fisgas do Ermelo e o PR3

A Cascata

A Cascata das Fisgas do Ermelo é uma queda de água localizada junto à aldeia de Ermelo no concelho de Mondim de Basto.

Esta cascata é uma das maiores quedas de água de Portugal, não se precipitando num único salto: fá-lo em vários saltos, atravessando a serra de Alvão. O desnível desta cascata, apresenta assim, 200 metros de extensão de água do rio Olo, que nasce no Parque Natural do Alvão.

Planeamento

O que mais nos preocupou no planeamento do percurso das Fisgas do Ermelo, e dado que nunca tínhamos feito um percurso tão grande, era a previsão de muito calor para esses dias.

Por esse motivo, escolhemos ir num dia em que a previsão apontava para céu nublado e nevoeiro, consequentemente mais fresco. O que acabou por ser um erro também, pois não pudemos apreciar muito das lindas paisagens da serra, e passaram-nos muitas coisas ao lado por simplesmente não as vermos.

Assim, aconselho a que façam este percurso com tempo mais ameno, e não em meados de Agosto como o que tivemos este ano, quente e seco.

O Percurso das Fisgas do Ermelo

O percurso inicia-se junto à igreja de Ermelo, onde fica um pouco confuso, pois na placa com a descrição do percurso diz para descer a rua principal, quando na verdade, a sinalética do percurso manda subir a rua. Mas não nos preocupámos muito com isso pois o percurso é circular, ou seja, não existe na prática uma forma errada de começar.

O percurso está sinalizado como tendo cerca de 13km, o que não nos pareceu 100% correto, pois ao utilizar a aplicação Strava, verificámos que acabámos por fazer cerca de 17km. Mesmo que tenhamos feito um desvio ou outro a mais, parece-me exagerada a diferença de 4km.

Este percurso é feito pelo meio do parque natural de Alvão e tem umas paisagens espetaculares. A vista para as Fisgas do Ermelo é fantástica.

Aldeias e lagoas

Passa ainda por uma aldeia muito gira chamada Varzigueto, e muito importante, passa tanto pelas Piocas de Cima como pelas Piocas de Baixo. Estas são lagoas isoladas no meio da serra, pequenas praias fluviais naturais, onde nos podemos refrescar nas límpidas e frescas aguas do rio Olo. Estas lagoas são muito procuradas para uns mergulhos, mas aqui não existe areia ou relva, por isso, a zona de descanso, e onde podemos pousar as toalhas, é pelo meio das pedras duras da Serra.

Não esquecer os rebanhos de cabras, centenas delas, a pastar nas encostas das serras ou mesmo as vacas mirandesas. É também possível observar a flora da região, onde se inserem e as minhas amadas amoras silvestres. Amoras grandes, maduras e doces, junto à aldeia de Varzigueto que nos mataram o desejo. Como já perceberam, eu gosto muito de amoras, por isso, se passarem por lá, por favor tragam-me algumas. 😉

Piocas

Tanto as Piocas de Cima como as de Baixo têm acesso por estrada, com uma zona para estacionamento, o que diminui bastante o que se tem de caminhar para chegar a qualquer uma delas. Nota: disse diminui, o que não significa que não se tenha de andar um bom bocado por terreno acidentado a partir de qualquer um dos parques de estacionamento até às respetivas lagoas.

No geral, este percurso tem um grau de dificuldade algo elevado, primeiro pela subida comprida e inclinada no inicio do trilho, como pela resistência necessária para fazer tantos km em piso inconstante, e ainda por fim pela descida no final do trilho. Quando acabei o trilho ia completamente de rastos.

Nós começamos a fazer o trilho por volta das 6h30m e terminámos perto das 11h30m. Demorámos cerca de 5 horas, mas também porque fomos parando para comer e descansar ao longo do percurso.

Mais informação sobre o Percurso aqui.

Nota: O site pt.wikiloc.com pode ser uma grande ajuda para quem gosta de trilhos e percursos pela natureza. Tem algumas dicas, mapas e informação dos percursos registados em Portugal pelos membros da comunidade.

Dicas

  • Escolha uma altura em que a temperatura esteja mais amena, preferencialmente no inicio primavera, pois isso significa que vai apanhar a vegetação da serra no seu expoente máximo, assim como aumenta a probabilidade de ver mais água na cascata.
  • Parta bem cedo. Não só a luz da manhã tem um efeito diferente nas cores das paisagens da serra, como também acaba por ser a altura mais fresca do dia, caso o façam num dia de calor (Ignorem o ultimo beneficio se o fizerem durante o inverno 😝).
  • Leve água e comida. Ainda são umas horinhas e ninguém precisa de passar mal. A água pelo menos, é 100% indispensável.
  • Se tiver bastões de caminhada, use-os. Dada a distancia, eles ajudam imenso, mesmo que inicialmente não pareçam necessários.
  • Leve calçado apropriado, o percurso é realizado em trilho de montanha, por vezes, muito desnivelado. Calçado raso e pouco confortável vai tornar a experiência num pesadelo, garantidamente.
  • Confiem na sinalização. O trilho está bastante bem sinalizado, pelo que não têm de se preocupar: se não existe indicação para um determinado local, é porque não é o caminho correto.
  • Se estiver calor quando realizar o trilho, dê um mergulho nas Piocas, eu ainda lá voltarei para esse mergulho.
  • O percurso não é indicado para crianças, o desnível do percurso é de cerca de 650m.

Última dica e muito importante:
“Não leve nada além de memórias, não deixe nada além de pegadas.” – (Frase que pode ser lida por mais que uma vez ao longo do percurso)

Comentem

Não se vão arrepender de fazer este trilho das Fisgas do Ermelo, e quando o fizerem, partilhem connosco as vossas experiências, quer seja através da área de comentários, abaixo, ou mesmo identificando-nos ou utilizando a nossa hashtag #ptwalkers no Facebook ou Instagram. 😊

Vejam ainda alguns outros posts bem frescos que servem de sugestões para terminar o Verão:



One Reply to “Cascata das Fisgas do Ermelo e o PR3”

  1. […] Se gostaram de ler sobre Mondim de Basto, vejam também a nossa caminhada pelas Fisgas do Ermelo. […]

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