Caminhos, trilhos e mergulhos em Mortágua

Após o convite de um casal amigo demos por nós a passar uns dias em Mortágua. Como foram umas férias em família, tivemos que gerir as coisas de modo a que os mais pequenos pudessem também aproveitar e participar nas atividades. Foi bastante fácil visto que os miúdos gostam é de natureza e água, e nós também! 😊

Mortágua

Mortágua é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro, sub-região do Baixo Mondego, circundada pela serra de Buçaco e de Caramulo.

Depois de alguma pesquisa apercebemo-nos que existiam na zona algumas coisas bem interessantes, como caminhos pedestres, rotas, praias fluviais e a barragem da Aguieira.

PR1 – Percurso Pedestre “Quedas de Água das Paredes”

Começamos por fazer o Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes. É um percurso situado junto à Ribeira dos Moinhos, próximo da aldeia de Paredes, numa zona de grande beleza natural e onde podemos observar inúmeros vestígios do passado agrícola desta zona do concelho. Entre eles, as ruínas de sete moinhos de água. Na parede rochosa junto às cascatas, existem cordas devidamente fixadas que permitem escalar até ao topo da serra. A subida é ingreme e nalgumas zonas com algum grau de dificuldade. É sem dúvida necessária alguma resistência.

Nós fizemos apenas uma parte do percurso pedestre por estarmos com as crianças, mas ficámos com vontade de conhecer mais. Tivemos, no entanto, um pouco de azar, pois quando chegamos à zona das cascatas não havia tanta água quanto a que esperávamos. Este verão, com a seca e o calor extremo que se tem sentido, o leito dos rios, ribeiras e as próprias nascentes estão a ficar bastante secos.

Para mais informações sobre o percurso das Quedas de Água das Paredes, descarreguem o folheto disponível no site da Câmara Municipal de Mortágua.

Barragem da Aguieira e as Praias Fluviais

Junto a Mortágua existe também uma barragem bastante imponente, a barragem da Aguieira.
Também conhecida por Barragem da Foz do Dão, situa-se no leito do Rio Mondego, a cerca de 2 quilómetros a jusante da foz do Rio Dão. É formada por três arcos e dois contrafortes centrais, nos quais se situam dois descarregadores de cheia. Tem 89 metros de altura acima da fundação e o comprimento do coroamento é de 400 metros.

Os seus principais objetivos são a produção e fornecimento de energia hidroelétrica, a irrigação agrícola e o controle de cheias, sobretudo na chamada região do Baixo Mondego.

A barragem e a sua albufeira é a fronteira entre os distritos de Coimbra e Viseu. Nas suas águas desenvolvem-se várias atividades de recreio e lazer, tais como a pesca, banhos e natação, navegação à vela e a remos, entre outros.

Os rios que se dirigem até esta barragem proporcionam à população acesso a “praias fluviais” selvagens, que quase ninguém conhece a não ser a população da zona. É o caso da praia fluvial de Falgaroso do Maio, onde se pode pescar ou nadar nas águas do rio e aproveitar o sossego. Uma coisa que não chegámos a perceber bem, mas que adoramos, é o facto da água do rio ser quente. A água estava mais quente que a temperatura cá fora, o que não é nada normal numa praia fluvial. Por norma as águas são bem frias, limpas, mas frias.

Rota do xisto de Mortágua

No site da câmara municipal de Mortágua encontrámos várias rotas que nos ajudam a conhecer e a explorar mais o concelho. Entre as várias rotas escolhemos a “Rota do Xisto“, porque incluía a aldeia  da Tojeira, da qual já nos tinham falado. E foi assim, com a intenção de ir a Tojeira, que embarcamos nesta aventura.

O percurso começa no Santuário de Nª Senhora de Chão de Calvos, passa por Eirigo/Linhar de Pala, a tão esperada Tojeira e termina em Vila Nova. Durante o percurso, vamos vendo casas de xisto e pedra, bonitas paisagens, gentes da terra, muitas hortas e muitos espigueiros, uns em melhor estado, outros em pior. Espigueiros são umas casotas que serviam para secar e proteger o milho, caso se estejam a perguntar, como me aconteceu a mim quando olhei para um pela primeira vez :). Estamos sempre a aprender, e a descobrir!!

A Tojeira, que é a aldeia que mais me conquistou, se é que se pode chamar aldeia a um aglomerado de 5 casas, é no cimo de uma serra, composta apenas por casas de xisto, umas recuperadas, outras não. É uma aldeia onde aparentemente não vive ninguém, embora tenha um aspeto super limpo e arranjado. Para além das poucas casas tem também um cruzeiro, um parque de merendas, uma igreja e muitas árvores de fruta, coisa que me cativou bastante. Amoras, pêssegos, maçãs, limões, entre outros. Confesso que as amoras fizeram as delícias dos mais pequenos, e dos grandes também… 🙂

Podem ver este e mais rotas de Mortágua na página da Câmara Municipal.

E mais Praias Fluviais

Embora já noutra região, mas como fãs de rio que somos não podíamos não ir à praia Fluvial do Vimieiro, em São Pedro de Alva, Penacova. A praia situa-se em pleno Rio Alva, já próximo da sua foz. De águas cristalinas e rodeada de verde, a praia tem uns habitantes fixos, de onde se destacam os patos. 😊

Na encosta da praia encontramos um conjunto de casas de xisto (utilizadas para turismo rural), assim como um moinho de água e uma roda de rio que proporcionam ao local um ambiente acolhedor. A praia é vigiada, tem café, restaurante, grelhadores e mesas de merendas para refeições junto à natureza. Aconselho a visitar pois a praia é lindíssima e a água do rio Alva, como sempre, é límpida e bem fresca. É um ótimo local para passar um bom dia em família. 😊

Caso tenha perdido o nosso post anterior, foi ainda no decorrer desta viagem que visitámos Santa Comba Dão.



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